Datacoper no Vale do Silício

Na semana passada, organizada pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e pelo CNI (Confederação Nacional das Indústrias), ocorreu uma visita a algumas empresas e universidades do Vale do Silício. O Vale é reconhecido mundialmente como o centro dos grandes negócios de tecnologia do mundo, e não por acaso. As empresas que lá atuam ? como por exemplo Google, Apple e Facebook ? são famosas pelos seus ambientes de trabalho descontraídos e extremamente produtivos. A Datacoper, buscando uma melhoria contínua em seu ambiente de trabalho, optou por participar do programa, e enviou seu presidente, Cezar Luiz Bernardon, e seu coordenador de marketing, Thiago Bernardon. A seguir, um resumo da viagem e o que ela poderá trazer de resultados para a empresa.



PRIMEIRO DIA: Berkeley e Consulado Brasileiro

Durante o primeiro dia de visitas, o grupo de mais de 40 empresários visitou uma das universidades mais famosas dos Estados Unidos, Berkeley. Os números da universidade surpreendem: dentre ex-alunos, professores e pesquisadores, existem 72 prêmios Nobel (incluindo 28 alunos laureados Nobel), 9 prêmios Wolf, 15 prêmios Turing, 7 medalhas Fields, 11 prêmios Pulitzer, 45 MacArthur Fellowships e 20 Oscars. Além disso, 16 elementos da tabela periódica foram descobertos lá, mais do que qualquer outra universidade no mundo.

O passeio por Berkeley foi guiado por Rick Rasmussen, antigo aluno da universidade que hoje atua como ?investidor-anjo? para startups no Vale do Silício. Rick contou aos participantes a história da universidade, bem como apresentou as principais edificações do enorme campus. Na sequência, fez uma apresentação da história e dos números do Vale do Silício, que também impressionam muito. Um exemplo disso é o PIB do estado da Califórnia, que se compara ao PIB do Brasil.



No Consulado Brasileiro, o grupo participou de uma palestra do Cônsul Eduardo Prisco, aonde o cônsul traçou diversos comparativos sobre a cultura estadunidense ? mais precisamente do Vale do Silício ? com a brasileira, e o que os brasileiros podem fazer para acelerarem a evolução tecnológica no país e buscar um patamar como o do Vale.

 

SEGUNDO DIA: NASA Ames Research Center, IBM e Meetup!

O Ames Research Center é o local aonde a NASA faz testes práticos de aerodinâmica com avançadíssimos túneis de vento com o intuito de testar os projetos de aeronaves e foguetes, para torná-los mais econômicos e eficientes. Como é de se esperar, é um ambiente de pesquisas de extremo sigilo, então o acesso do grupo foi restrito apenas ao centro de visitantes, que conta a história da NASA e mostra alguns projetos que nasceram ali daquele centro de pesquisas e quais os resultados obtidos com eles. Inclusive, lá exposto está uma pedra da lua trazida pela equipe da Apollo 15 no dia 30 de Julho de 1971.

NASA Ames Research Center

Na IBM o grupo aprendeu sobre a forma com que a IBM investe em startups que possam vir a complementar os serviços oferecidos pela empresa ? estratégia essa adotada pela grande maioria das empresas de maior parte no Vale do Silício. Além disso, a IBM apresentou também o que significa, em números, o que os investimentos de Venture Capitals ? empresas especializadas em investimentos de risco ? no mundo. Somente no Vale do Silício, são mais de 5 bilhões de dólares, enquanto no Brasil o investimento anual é aproximadamente de 400 milhões.

Já o meetup foi a cereja do bolo do dia. O encontro foi em um bar de esportes, muito informal, e reuniu diversos empreendedores buscando parcerias e investimentos em seus produtos. Estavam ali pessoas do mundo todo: China, Índia, Chile, Alemanha e Bielorrússia são alguns exemplos que pudemos encontrar por lá.

 

TERCEIRO DIA: Zendesk, Facebook e TiE

O terceiro dia começou com uma visita à Zendesk, e fomos surpreendidos ao perceber que o diretor de marketing deles também era um brasileiro. Foi uma folga para as tradutoras que nos acompanhavam fazendo a tradução simultânea, e os participantes ficaram muito mais à vontade para fazerem perguntas, uma vez que não havia a barreira do idioma.

A Zendesk é uma das principais desenvolvedoras de soluções de suporte no mundo, atendendo empresas como Dropbox, Microsoft, Abobe, Dell, Uber, Disney, entre outras. O grupo ouviu sobre as práticas de trabalho da Zendesk e a estratégia de posicionamento de mercado adotado pela empresa quando esta percebeu a possibilidade de escalabilidade mundial para seu produto.

zendesk

A TiE é uma organização para empreendedores, algo como uma aceleradora, mas focado para empreendedores vindos da Índia. Lá, o grupo assistiu a uma palestra de um estadunidense naturalizado brasileiro, Robert Janssen sobre empreendedorismo, seguida da apresentação de Naeem Zafar, professor da School of Business da Universidade de Berkeley sobre modelos de negócios, vendas e canais.

 

QUARTO DIA: Samsung e Stanford University

Na Samsung, o grupo foi recebido por um ?amerinxaba?, como ele mesmo se identificou. Filho de pai estadunidense e mãe indiana, mas nascido e criado no Rio de Janeiro, Amit Garg falou sobre Venture Capitals, investimentos feitos pela Samsung no mercado de tecnologia e o que fazer para chamar a atenção de investidores do Vale do Silício.

Se a visita à Berkeley já havia encantado o grupo, Stanford encantou ainda mais. A universidade foi fundada em uma fazenda, então tudo é muito grandioso. Poucas construções possuem mais de três andares, mas andar a pé por tudo é muito difícil. Por isso a universidade deixa à disposição dos alunos bicicletas que podem ser alugadas sem custo, e dispõe de dormitórios dentro do campus para todos os alunos.

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A visita foi guiada por uma aluna do curso de Artes, vinda da Escócia, que relatou ao grupo como era o dia a dia no campus. O que mais impressionou foi o fato dos alunos verdadeiramente viverem o ?espírito? da universidade, e como a universidade faz questão ? e apoia quase que incondicionalmente ? que isso aconteça. A aluna que guiou o grupo disse que, bancada totalmente pela universidade, passou as férias de verão (em torno de 14 semanas) viajando por países caribenhos com os alunos de Biologia Marinha. Questionada sobre o que isso teria a ver com o curso dela (Artes), ela respondeu: ?exatamente, não tem nada a ver, mas a universidade faz questão que os alunos tenham uma percepção que vá além do que estão cursando?.

 

QUINTO DIA: Google

O quinto dia era o mais esperado por todo o grupo. Recepcionados por dois brasileiros ? João e Solange ? os participantes da missão foram guiados pelos headquarters do Google e tiveram, uma verdadeira aula de gestão de processos. A grandiosidade da estrutura espanta: são 14 mil funcionários somente nos headquarters, que conta com 61 prédios. Desses 14 mil, 13 são engenheiros de software. A empresa conta com 250 ônibus de linha para levar os funcionários de suas residências até a empresa e de um prédio a outro. Para traçar um comparativo, Cascavel possui uma frota de 152 ônibus para atender toda a cidade.

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Em todo o campus é possível se conectar com internet wireless de qualidade, e há bancos espalhados por todo lugar, os Googlers ? como o Google chama seus colaboradores ? são estimulados a trabalhar ao ar livre. Próximo da praça principal há um refeitório aonde os Googlers (e também visitantes) podem se servir à vontade de comida, lanches, água, refrigerantes e sobremesas como mousse de maracujá, sorvete e brigadeiro. Mas não é só isso, a empresa também conta com academias com personal trainers para que a saúde se mantenha em dia. É um lugar fantástico e inegavelmente o sonho para qualquer pessoa que trabalha com tecnologia.

 

?O Vale do Silício já se inventou e reinventou por várias vezes e sempre conseguiram superar situações de dificuldades e crises. A maior lição que eu tiro dessa visita é que desculpas não fizeram o Google, Facebook, Apple e outras gigantes serem o que são. Dificuldades sempre são oportunidades para se avançar e fazer mais e melhor?, diz Thiago Bernardon ao ser questionado do aprendizado que teve durante a viagem. ?A região Oeste do Paraná tem condições muito semelhantes que às do Vale do Silício durante seu início, o que falta para atingirmos a mesma grandeza é cada um fazer sua parte?, acrescenta.

A Datacoper se compromete com esse esforço. Que tal você se comprometer também?

  • 16 Oct
    2015
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Feito com carinho